O Parque de Ciência e Inovação (PCI) – Creative Science Park Aveiro Region reforçou a sua posição como motor de inovação nacional com a inauguração da Digital Factory, uma infraestrutura apresentada como pioneira em Portugal. Esta nova unidade está inteiramente dedicada à experimentação, validação e aceleração de soluções suportadas por tecnologias digitais, representando um avanço significativo no apoio ao ecossistema tecnológico português.
Missão e objetivos estratégicos da nova infraestrutura
A Digital Factory surge como uma peça estratégica na Unidade de Inovação do PCI, com uma missão clara: facilitar a transição do conhecimento científico para o mercado através de tecnologias digitais. De acordo com a comunicação oficial do PCI, esta infraestrutura visa criar um ambiente propício para o desenvolvimento de soluções inovadoras com aplicação prática em diversos setores económicos.
Os objetivos específicos incluem:
- Fornecer acesso a equipamentos e tecnologias de ponta para prototipagem rápida
- Criar um ecossistema colaborativo entre academia, empresas e startups
- Acelerar a maturação tecnológica de projetos com potencial comercial
- Posicionar a região de Aveiro como um polo de excelência em transformação digital
Capacidades técnicas e recursos disponíveis para experimentação
A infraestrutura da Digital Factory está equipada com tecnologias emergentes que permitem a experimentação em condições reais. Entre os recursos disponíveis destacam-se laboratórios especializados em:
- Internet das Coisas (IoT) e sistemas embebidos
- Realidade aumentada e virtual
- Análise de dados e inteligência artificial
- Cibersegurança e blockchain
- Prototipagem rápida e fabricação digital
Estes recursos técnicos são complementados por uma equipa especializada que oferece suporte técnico e consultoria durante todo o processo de desenvolvimento. A infraestrutura foi concebida para ser escalável, adaptando-se às necessidades específicas de cada projeto que acolhe.
Processo de validação e aceleração de soluções digitais
O modelo de operação da Digital Factory segue uma abordagem faseada para garantir a eficácia do processo de aceleração. As empresas e investigadores têm acesso a um programa estruturado que inclui:
Fase 1: Experimentação e Prototipagem
- Análise de viabilidade técnica e económica
- Desenvolvimento de protótipos funcionais
- Testes em ambiente controlado
Fase 2: Validação Técnica
- Avaliação de desempenho e robustez
- Análise de conformidade com standards industriais
- Otimização com base em resultados
Fase 3: Aceleração Comercial
- Preparação para escala industrial
- Definição de modelo de negócio
- Ligação a potenciais investidores e clientes
Este processo assegura que as soluções suportadas por tecnologias digitais desenvolvidas na Digital Factory tenham o rigor técnico necessário para competir no mercado global.
Impacto esperado no ecossistema empresarial e académico
A inauguração desta infraestrutura representa um investimento estratégico com impacto transversal na economia regional e nacional. Espera-se que a Digital Factory funcione como um catalisador para:
- Aumentar a competitividade das PME através da adoção de tecnologias digitais
- Criar novas oportunidades de negócio baseadas em inovação tecnológica
- Reter talento qualificado na região
- Atrair investimento estrangeiro em setores de alta tecnologia
Para a comunidade académica, a nova infraestrutura oferece condições únicas para a transferência de conhecimento, permitindo que a investigação desenvolvida nas universidades possa ser testada e validada em contexto industrial.
Casos de uso e setores-alvo prioritários
A Digital Factory do PCI focará inicialmente em setores onde a região de Aveiro apresenta vantagens competitivas naturais. Entre os setores prioritários incluem-se:
- Indústria 4.0 e transformação digital da manufactura
- Cidades inteligentes e soluções urbanas sustentáveis
- Saúde digital e tecnologias médicas
- Agrotech e agricultura de precisão
- Economia do mar e tecnologias azuis
Cada setor beneficiará de programas específicos desenhados para abordar os desafios tecnológicos mais prementes. A seleção de projetos será baseada no potencial de impacto económico e na capacidade de gerar valor acrescentado para a região.
Integração com a Unidade de Inovação do PCI
A Digital Factory não opera isoladamente, mas sim como um componente integrado da Unidade de Inovação do PCI. Esta integração permite uma abordagem holística à inovação, combinando os recursos da nova infraestrutura com:
- Programas de mentoria e capacitação empresarial
- Acesso a redes internacionais de inovação
- Ligação a centros de investigação parceiros
- Oportunidades de financiamento competitivo
Esta sinergia maximiza o impacto da aceleração de soluções tecnológicas, criando um percurso completo desde a ideia inicial até à comercialização.
Perspetivas de futuro e sustentabilidade do projeto
A médio prazo, o PCI pretende estabelecer a Digital Factory como uma referência nacional no domínio da aceleração de tecnologias digitais. Os planos de expansão incluem a diversificação de competências técnicas e o alargamento da base de parceiros industriais.
A sustentabilidade do projeto assenta num modelo misto que combina financiamento público com receitas próprias geradas através de serviços prestados às empresas. Este modelo garante a autonomia operacional da infraestrutura assegurando a sua continuidade para além dos ciclos de financiamento inicial.
A aposta do PCI na Digital Factory reflete uma visão estratégica clara: posicionar Portugal na vanguarda da inovação digital através da criação de infraestruturas que facilitem a transição entre a investigação e o mercado. Esta iniciativa demonstra como o investimento em capacitação tecnológica pode gerar valor económico sustentável e consolidar a posição competitiva do país em sectores estratégicos.